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sábado, 26 de março de 2011

Fertilidade Artificial

   Cientistas do Japão conseguiram um feito incrível para a Ciência. Eles criaram, em laboratório, espermatozóides artificiais que, depois de fertilizar óvulos, deram origem a embriões - por enquanto, de camundongos. Trata-se de um avanço significante na área de fertilização e pode significar o início de terapias mais eficazes para o tratamento da infertilidade masculina.
   Em mamíferos, o processo da espermatogênese persiste ao longo de quase toda a vida adulta. Ele começa nas espermatogônias, que vão se diferenciando até chegar a uma fase conhecida como espermatócito. Essa estrutura, então, sofre a divisão celular da meiose, quando o número de cromossomos da célula é reduzido à metade. A maturação completa do espermatozóide leva, em média, um mês, na maioria dos mamíferos.
   Desde há muito tempo, biólogos tentam reproduzir in vitro a espermatogênese. Infelizmente todas as tentativas fracassaram. As falhas começam na fase da meiose, mas a equipe de pesquisadores da Universidade de Yokohama, liderada por Takehiko Ogawa, descobriu que a resolução do problema consiste em uma simples mudança na cultura das células reprodutivas. 

                                 MÉTODO

                                        

   Depois de muitas tentativas, a equipe de Ogawa resolveu cultivar o esperma em um recipiente contendo fragmentos do tecido de testículos retirados de ratos com 3 a 5 dias de vida. Uma proteína fluorescente foi utilizada para marcar as células, o que permitindo um acompanhamento do desenvolvimento do espermatozóide.
   Inicialmente, a equipe de cientistas havia colocado os fragmentos em um gel embebido em soro fetal bovino, um material típico das culturas de células. Mas o resultado não foi o esperado. O sucesso da experimentação só veio quando os cientistas substituíram o soro tradicional por outro ingrediente, frequentemente usado para cultivar células-tronco embrionárias.
   Depois de várias semanas nessa mistura, quase todas as amostras de tecido continham algumas células com o mesmo número cromossomômico encontrados no esperma - a meiose havia, finalmente, ocorrido. Além disso, as pequenas estruturas também possuíam flagelos.

   Uns meses depois, as células reprodutivas masculinas estavam prontas para atuar. Os pesquisadores, então, injetaram os espermatozóides em óvulos. O embrião foi inserido em uma fêmea de camundongo e, semanas depois, nasceu uma dúzia de filhotes. Além disso, os tecidos foram congelados, o que pode ser útil no futuro para preservar o material de pacientes com câncer. 





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