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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O Grito do Nosso Planeta

     O planeta passa por sérios problemas! O mundo de hoje está extremamente consumista, onde cada pessoa se resume pelo que tem e não pelo que é. Todo esse consumismo exacerbado tem um fim que nem todos nós pensamos: a destruição gradual do nosso planeta. Vejamos o porquê.
     Para que mais produtos sejam fabricados para suprir a demanda, mais recurso natural é extraído, mais energia é gasta, mais produtos tóxicos são lançados no meio ambiente, mais lixo é gerado. Nessa história tem o 'homem' que quer produzir mais, construir mais (para vender mais - e tudo isso a qualquer custo) e tem o 'homem' que quer adquirir, adquirir, adquirir. Quer uma casa maior, um carro mais novo, roupas e sapatos da última moda, computador da última geração, celulares incríveis. E o que se faz com tudo que já tinha? Joga no lixo! E o que é preciso para produzir tudo isso que o consumismo pede? Mais recursos naturais, mais desmatamento (para obter matéria prima, para construir indústrias, para construir prédios, para construir rodovias, hidrelétricas, aterros sanitários).
     Onde o mundo vai parar? Precisamos nos conscientizar de que é preciso cuidar da nossa 'casa', pensar no nosso futuro. Para de tanto consumismo, reaproveitar materiais para reduzir produção de lixo, cuidar para que o desmatamento desenfreado não desnude nosso planeta em um piscar de olhos. Outras atitudes menores também podem ser tomadas para ajudar o nosso planeta, como não jogar lixo na rua, fazer reciclagem e coleta seletiva, plantar uma árvore e cuidar das que estão perto de você.
     Eu e você podemos agir. Consumir menos, descartar menos e aproveitar mais. Com essa consciência, ó nosso planeta é menos explorado com seus recursos e o lixo é menos gerado, seguindo assim, juntos, para um desenvolvimento sustentável cuidando com carinho do nosso planeta.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Harmonia e respeito entre seres humanos e natureza: uma questão de vida

A história da civilização humana, de sua sobrevivência e evolução ao longo dos séculos, está repleta de períodos de grandes desafios e dilemas que o ser humano teve que enfrentar e superar.
O surgimento e o desenvolvimento da agricultura, desde os primórdios da civilização até o presente, foram as principais formas que o ser humano encontrou para interagir com a natureza e dela tirar proveito, visando atender suas necessidades básicas e imediatas e ampliar suas conquistas e seu poderio. Obviamente, a interação do ser humano com a natureza, desde os nômades até os povos territorialmente bem estabelecidos, nunca foi, salvo raríssimas exceções, pacífica e harmoniosa.
A modificação da paisagem, com o aparecimento e crescimento das cidades e da agricultura e conseqüente degradação dos recursos naturas originalmente eleitos como critérios decisivos para o seu estabelecimento, faz parte da sua contraditória racionalidade. De certa forma, até muito recentemente, o ser humano sempre viu a natureza e principalmente os seus recursos como dádiva infinita e permanente, cabendo-lhe somente, como seu filho privilegiado, dela tirar o máximo proveito, usufruir de todas as suas benesses sem nada ter que pagar ou mesmo retribuir.
Nestas circunstâncias, é impossível falar e acreditar em equilíbrio entre ser humano e natureza ou conciliar a convivência daquilo que entendemos por progresso e desenvolvimento, respeitando o meio ambiente como patrimônio inalienável desta e das futuras gerações. A esta altura, surge a pergunta: se sempre foi assim e nós  chegamos até aqui, por que é que devemos nos preocupar com o futuro? O que há de novo no cenário? Vale refletir sobre isso.
É importante lembrar que, no século passado, o ser humano acumulou uma quantidade quase inestimável de conhecimentos e tecnologias, que dão a eles um imenso poder tanto de construção como de destruição jamais vistos antes.
Se temos tanto progresso científico-tecnológico acumulado e assistimos à queda de muros e barreiras entre países e povos, como busca aparente de paz, maior entendimento e colaboração em nível global, o que mais devemos temer ou prever de catastrófico ou ameaçador na face da Terra?
Seria perfeito e estaríamos no paraíso se pudéssemos afirmar que não há mais motivos para preocupações e que as ameaças desapareceram. Talvez, por isso mesmo, como um novo paradigma à nossa existência e progresso, a civilização humana terá que transformar o seu modus vivendi e buscar de forma incessante a harmonia e o respeito não somente entre os seres humanos, mas também, de agora em diante, e mais do que nunca, entre os seres humanos e a natureza.


Um texto escrito por Sílvio Crestana
In: Elisabete Gabriela Castellano.
Desenvolvimento sustentado: problemas e estratégias.

sábado, 26 de março de 2011

Fertilidade Artificial

   Cientistas do Japão conseguiram um feito incrível para a Ciência. Eles criaram, em laboratório, espermatozóides artificiais que, depois de fertilizar óvulos, deram origem a embriões - por enquanto, de camundongos. Trata-se de um avanço significante na área de fertilização e pode significar o início de terapias mais eficazes para o tratamento da infertilidade masculina.
   Em mamíferos, o processo da espermatogênese persiste ao longo de quase toda a vida adulta. Ele começa nas espermatogônias, que vão se diferenciando até chegar a uma fase conhecida como espermatócito. Essa estrutura, então, sofre a divisão celular da meiose, quando o número de cromossomos da célula é reduzido à metade. A maturação completa do espermatozóide leva, em média, um mês, na maioria dos mamíferos.
   Desde há muito tempo, biólogos tentam reproduzir in vitro a espermatogênese. Infelizmente todas as tentativas fracassaram. As falhas começam na fase da meiose, mas a equipe de pesquisadores da Universidade de Yokohama, liderada por Takehiko Ogawa, descobriu que a resolução do problema consiste em uma simples mudança na cultura das células reprodutivas. 

                                 MÉTODO

                                        

   Depois de muitas tentativas, a equipe de Ogawa resolveu cultivar o esperma em um recipiente contendo fragmentos do tecido de testículos retirados de ratos com 3 a 5 dias de vida. Uma proteína fluorescente foi utilizada para marcar as células, o que permitindo um acompanhamento do desenvolvimento do espermatozóide.
   Inicialmente, a equipe de cientistas havia colocado os fragmentos em um gel embebido em soro fetal bovino, um material típico das culturas de células. Mas o resultado não foi o esperado. O sucesso da experimentação só veio quando os cientistas substituíram o soro tradicional por outro ingrediente, frequentemente usado para cultivar células-tronco embrionárias.
   Depois de várias semanas nessa mistura, quase todas as amostras de tecido continham algumas células com o mesmo número cromossomômico encontrados no esperma - a meiose havia, finalmente, ocorrido. Além disso, as pequenas estruturas também possuíam flagelos.

   Uns meses depois, as células reprodutivas masculinas estavam prontas para atuar. Os pesquisadores, então, injetaram os espermatozóides em óvulos. O embrião foi inserido em uma fêmea de camundongo e, semanas depois, nasceu uma dúzia de filhotes. Além disso, os tecidos foram congelados, o que pode ser útil no futuro para preservar o material de pacientes com câncer. 





sábado, 19 de março de 2011

Uma resenha crítica do filme "Ética e Ecologia: desafios do século XXI"

   O filme "Ética e Ecologia: desafios do século XXI" é narrado pelo teólogo Leonardo Boff e produzido com o apoio da Secretaria do Meio Ambiente e o Instituto Ingá.
   A obra, dividida em 4 capítulos e conclusão, retrata de uma forma geral, o planeta Terra, seus "hóspedes" e a relação entre desenvolvimento e sustentabilidade, sob o paradigma da ética.
   No primeiro capítulo, Boff fala a respeito das 4 grandes crises que nós vivemos hoje no mundo como um todo: a crise político-social, que é revelada através das desigualdades sociais, que excluem uma parcela significativa da população; a crise ecológica, que envolve o aquecimento global, que deixou de ser um mito para ser uma realidade que já demonstra  dentro de consequências, como por exemplo, as catástrofes naturais; a crise da água potável, onde apenas 3% da água é doce, mas apenas 0,7% é disponível para uso, perfazendo um total de 2 milhões de pessoas sem acesso à água ótima para consumo; e a última grande crise, é a da desertificação que cresce, em área, 17 hectares por minuto. Para Boff, a política só tem se preocupado com projetos nacionais, deixando de lado a ética ligada à justiça (respeitando os direitos humanos), oferecendo "o que compete a cada um".
   No segundo capítulo, Boff sintetiza a respeito dos 4 princípios fundamentais da existência com base na ética, que nasce a partir da inteligência emocional. São eles: (1) o cuidado essencial, (2) o respeito, (3) a responsabilidade ilimitada e (4) solidariedade universal. Para Leonardo Boff, o cuidado é a mão estendida para acarinhar, acolher, que vai por sua vez prevenir os danos futuros e resgatar os danos já existentes. Para que haja essa postura, Boff afirma que é necessário acima de tudo, o respeito para com os outros, para com a nossa casa, que é a natureza, é a Terra. A partir do cuidado e do respeito, vem a responsabilidade de não desmatar, cuidar do que é nosso para que haja qualidade e ter compromisso com a sociedade. Mas esse compromisso não é apenas com os seres humanos, mas com tudo que habita a Terra. De todos esses princípios juntos, nasce a solidariedade, o olhar o "o outro", se preocupar com "o outro".
   No capítulo 3, Boff relaciona os 4 ideais comuns que consistem em: o bem comum, onde a preocupação não deve ser jogar a responsabilidade no outro, já que a Terra é de todos nós. Todos habitamos, então todos temos a responsabilidade de zelar, a justa medida consiste em não querer tudo para si. Devemos fazer sacrifícios para que todos alcancem o consumo sustentável. É o que Boff chama de "sabedoria entre o mais e o menos". No mundo vemos tantas pessoas com muito e outras com pouquíssimo. Além disso, um outro ideal comum é a sustentabilidade necessária, onde diz-se que devemos usar os recursos naturais para nos satisfazer, mas sem prejudicar a natureza. Temos que nos preocupar com o futuro, com as próximas gerações. O consumo entra como 4° ideal, instigando que o sacrifício de ter menos é necessário para que todos possam ter. Há muita desigualdade na divisão dos recursos: 20% da população usufrui de 80% deles.
   Logo em seguida, no 4° capítulo, vem as 4 virtudes imprescindíveis para a boa convivência: (1) hospitalidade, (2) convivência necessária, (3) tolerância e (4) comensalismo. No nosso  planeta, todos somos hóspedes, temos o direito de ir e vir e devemo ser tratados  e tratar a todos de uma forma igualitária, lembrando que aqui nós não existimos, nós co-existimos. Boff aconselha que não podemos permitir que as diferenças sejam desigualdades, sendo necessária uma certa tolerância, gerando em nós o sentimento de que devemos "permitir que o outro seja". Como todos temos o mesmo código genético devemos nos conscientizar de que somos irmãos numa mesma casa, numa mesma mesa, lutarmos unidos para vivermos juntos e em paz.
   Leonardo Boff foi muito feliz em sua temática, dividindo nossas crises para que facilite a absorção dos pontos críticos de cada uma. Simultâneo a isso, Boff se preocupou em tratar das soluções dos problemas enfrentados pela humanidade. Houve o cuidado em não culpar ninguém e nem responsabilizar  uns e outros para resolver o problema. Ele foi claro ao dizer que aqui é tudo nosso, inclusive a responsabilidade, nos conduzindo assim, a uma reflexão crítica de nossa postura em relação à Terra e aos nossos irmãos.
   "Ética e Ecologia: desafios do século XXI" é uma obra de referência, que deve alcançar o máximo de pessoas, atuando desde um alerta aos nossos problemas ambientais, até  um "conselheiros" indicando os possíveis caminhos a seguir.
 

Enfim... um pouco de paz! "Japão suspende caça às baleias"

O Japão mantinha, na Zona da Antártida, uma frota de quatro navios, com população total de 180 tripulantes, com o objetivo de capturar 945 baleias no período de caça, que se realiza durante o inverno. Os baleeiros afirmavam que a caça ocorria para fins científicos, mas sabe-se que no país havia venda de carne de baleia em vários restaurantes.
     A caça desses cetáceos foi suspensa temporariamente graças à intensa pressão do grupo ativista Sea Shepherd, que tem perseguido com sabotagens os navios da frota baleeira tentando impedí-los de pescar. Além disso, a organização de defesa às baleias afirma ter bloqueado a rampa de carregamento de um dos navios, como forma de impedir que o cetáceo arpoado possa entrar na embarcação.
    A Sea Sheperd adianta ainda que os baleeiros japoneses deixaram a zona da Antártida nos últimos dias, dirigindo-se para a costa meridional sul-americana.

Brasil e Meio Ambiente

No ano de 2012, o nosso país será sede da cúpula mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e desenvolvimento, a Rio +20. Esse grande evento tem como objetivo reunir cientistas, empresários, políticos, ambientalistas e a sociedade civil para definir os caminhos do nosso planeta. Chegou o momento de nós brasileiros mostramos para a humanidade que podemos alcançar um desenvolvimento sustentável com base no equílibrio.
    O Brasil vive um momento de ascensão econômica, não deixando de vivenciar o dilema entre: meio ambiente e o desenvolvimento. O desenvolvimento do nosso país é mais que necessário para que se possa dar melhores condições para os brasileiros que vivem na miséria. No entanto, o custo desse desenvolvimento não pode ser a destruição da natureza. O preço pode vir bem caro depois.
    Nosso país é  campeão em biodiversidade, detendo 20% do total mundial. Sendo assim, pode muito bem ser o maior exemplo de que é possível alcançar a legislação moderna, privilegiando o planejamento territorial com a participação social, a pesquisa científica, enfim, compatibilizar desenvolvimento e conservação do meio ambiente.